TCHAN

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“Agora, pare
Pegue no bumbum
Agora, desce
Pegue no compasso.”

Os meninos trocaram o último verso da música, em uma apresentação na escola. Ficou:

“Agora, desce
Lambe o meu saco.”

E eu queria lamber.Muito! Garotos de 15, 16, 17 anos, já desenvolvidos, com paus no tamanho ideal e cérebros de minhoca. A nata dos meninos estava unida no coro. E todos queriam dar para aquela nata. Ademir, Leonardo, Pedro, Boquinha, Beiço e Alex. Me davam um tesão do caralho, mesmo me maltratando. Entre o medo e a humilhação, o desejo platônico era mais forte. Me masturbava imaginando uma trepada às escondidas, em algum canto da escola. Queria ser uma daquelas meninas facilmente enroladas, que entregavam os selos, os rabos, e as reputações, por uma gozada na boca. Eu sabia de tudo, ouvia tudo, sentia inveja.

Ademir era a minha paixão, o boy que eu escolheria como namorado. Ele fazia o estilo cafajeste adolescente, tinha talento para conquistar qualquer uma. Ou várias. Me excitava quando o via com alguma delas. O pau dele ficava tão marcado sob o uniforme escolar, que fazia o meu pau criar vida. Por meses, Ademir foi o sonho masturbatório. 

Os outros viviam em competições sexuais. Acreditavam que comparar tamanho de pica era um certificado de heterossexualidade. 

Mesmo infantis e cruéis, a testosterona que eles exalavam me entorpecia. 

Quase 20 anos depois ainda lembro de todos. Das feições, das vozes, do cheiro de suor depois do futebol…

A minha mente devassa continua não para.

7 thoughts on “TCHAN

  1. Ah, os homens estão ficando mais “curiosos” em relação a sexo gay. Eles podem manter a pose de hétero, mas muitos tem curiosidade sim. Mas eu confesso que entendo o medo deles de assumirem ou revelarem publicamente a curiosidade em relação a outro homem.

  2. Hoje em dia a homofobia e bullying ainda continuam perambulando, mas o interessante é que há um certo clima de viadagem no ar kkk. os próprios “héteros” ficam de chamego entre si, se pegando, pegando nos paus e bundas uns dos outros. E chegam até aceitar às vezes a companhia de um gay mais afeminado, apesar disso ser raro. a verdade é que os “héteros” estão mais abertos nos dias de hoje a experimentar da fruta que eles tanto no fundo sabem que querem mesmo, por mais que os discursos e práticas continuem de público homofóbicas.

  3. Às vezes dá ua invejinha das mulheres né? A quantidade de homem gostoso que tem a disposição delas….

  4. Pietro e sabe como eles estão agora. Bom, eu sei que vc 20 anos depois, só fez melhorar, se refinar, aprimorar em todos os aspectos, inclusive em parar o tempo na aparência, mas e eles?
    Hoje, eu encontrei um menina que estudou comigo na escola na época do ensino fundamental, ela não mudou quase nada, mas outros que já encontrei por aí não tiveram tanta sorte ou grana para gastar no dermato.

  5. Kkk igual a mim. Também fico pensando naquela época escolar. Se o que eu sou hoje vivesse naquela época, eu teria arriscado mais. Eu sei que nessa fase eles comem e deixam qualquer um chupar.

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