O SUSTO DO COELHINHO | UMA HISTÓRIA TRISTE DO FIM DE ALGO QUE NEM COMEÇOU

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Roubei uma fantasia da minha mãe! Não, na verdade, peguei emprestado, sem pedir, e não posso devolver. Não tenho coragem de entregar à minha genitora uma orelhinha de coelho melada de porra, de um homem que ela nem conhece.

 

Era uma fantasia de coelhinha da Playboy completa: orelhas, gravata e rabinho. Completei com os meus ovos. Afinal, era dia de Páscoa!

 

Quis fazer um teste final com Cleiton. Ele sabia das minhas preferências, mas ainda não conhecia as mais pesadas. Não sabia do meu prazer com a dor e a humilhação. Eu não poderia ser dele sem descobrir o seu limite.

 

Me relacionar com um “coxinha” de direita, que não bebe, não fuma, e lê Paulo Coelho, não é uma decisão fácil. Sim, ele transa muito bem, mas isso não basta. As qualidades devem superar os defeitos.

 

 

Preparei todo o ambiente, enquanto ele trabalhava na sala. Velas, chicotes, cintos e eu. Quando entrou no quarto, Cleiton ficou pálido com a minha versão de coelhinho macabro. Abaixei as calças dele e fiz um boquete caprichado para deixá-lo relaxado. Deixei até que ele gozasse na minha cara, coisa que raramente faço.

 

 

Também permiti que ele escolhesse entre a vela, o cinto e o chicote. Queria ver se ele tinha a capacidade de me punir, de me castigar, de me dar prazer total.

Contrariado, escolheu a vela. Ordenei que ele derramasse a cera quente sobre o meu peito. Ele, trêmulo e com o pau flácido, tremia ao derramar o líquido sobre mim. 

Broxou! Literalmente!

 

Eu ainda estava coberto de porra e cera quando sentamos. Fui claro, direto e cruel: 

-Você não é o cara que vai me completar e realizar tudo o que eu quero. Tudo o que eu preciso sem ter que procurar na rua.

 

Como uma putinha rejeitada fui para o banho. Joguei a droga da fantasia no lixo e o pouco de amor que sentia por ele também.

 

-Procura alguém que se pareça com você! – disse quando entramos no carro.

 

Não deu certo! E não o culpo! Eu sou um SER diferenciado. Talvez, exótico demais para uma relação monogâmica. 

 

 

Transei com Cleiton dois dias depois. Um sexo tradicional com um cara que se tornou apenas um “amigo de foda”.

 

Combinamos que, assim que ele encontrar a sua cara metade, paramos com a nossas brincadeiras.

 

Espero que demore. Eu gosto dele.  😥 

 

 

15 thoughts on “O SUSTO DO COELHINHO | UMA HISTÓRIA TRISTE DO FIM DE ALGO QUE NEM COMEÇOU

  1. o álcool como desinibidor serve p/ fodas casuais q foi a sua e não é o caso aqui
    qdo se deseja manter e aprofundar a relação, não dá p/ ficar na base do álcool dar uma ajuda, é preciso realmente criar laços, afinidades e compatibilidades e o Pietro cita que o Cleiton não bebe, então nem daria mesmo p/ apelar ao álcool como desinibidor

    se o seu relato fosse de fato recente, pediria p/ passar o contato desse boy, curto maltratar s/ acessórios, fico só nos trabalhos manuais, eu não precisaria de álcool p/ encher ele de tapas, socos, chutes, apertos no pescoço, torcer os braços, puxar pelo cabelo, tacar na parede, pisar…

  2. realmente é difícil seguir adiante qdo falta compatibilidade na relação
    mas vc gosta dele, é preciso ceder em ambos os lados, pense c/ carinho sobre continuar investindo nessa relação, tenha paciência c/ ele, tente conduzir ele p/ o lado negro da força 😉
    eu li q vc está sem paciência p/ ser didático c/ ele mas vc gosta dele, recue um pouco também e siga tentando, provocando aos poucos c/ novidades, talvez algo mude nele e aos poucos torne a dinâmica da relação mais próxima do desejado

  3. Pietro, achar alguém 100% compatível é difícil mas não desista, siga na busca ou reflita sobre tentar um meio termo.
    sou meio careta, não sou de ter fetiches mas lembro de uma vez q cedi p/ algo novo, isso faz tempo, não havia aplicativo de pegação, a caça era à moda antiga, depois dessa serei chamado de “bicha velha”. 😀
    p/ resumir, o cara tinha um papo legal, curti o jeito dele e aceitei sair do lugar q estávamos p/ casa dele q era perto.
    chegando lá, preliminares q todos aki fazem, o cara resolve falar sobre alguns gostos e se eu topava, o lance dele era “chuva” e uma foda + agressiva.
    não era minha praia mas o puto se planejava, tinha tequila e mta cerveja na casa e pensei, sai de casa nakela noite p/ uma foda, eu curti o carinha, doses de tequila me deixariam + solto, vamos lá, vamos tentar, tequila p/ me soltar e mta cerveja p/ chuva dele.
    minha grande surpresa foi q após mta tequila e cerveja, surgiu um lado oculto meu q desconhecia, o cara estava agachado recebendo a chuva e pedia p/ levar tapa, chute, puxão e eu fazendo, de boa lá em pé maltratando e mijando no cara e não acredito q estou aki contando isso… hahahaha…
    gente, moderação na bebedeira, cuidado c/ álcool. 😉
    na hora da foda o mijo foi bem coadjuvante, ele pedia mesmo era p/ ser maltratado, segurar pelo pescoço, foder s/ dó, puxar cabelo, tapas e + tapas, forçar o rosto contra parede, puxar os braços e segurar, cada coisa e no fim joguei ele no chão, gozei mto na cara do puto e dei uma última mijada q lavou o gozo da cara.
    precisou de mta tequila p/ eu fazer tudo q fiz, não posso falar q não gostei, estaria sendo um puta hipócrita pois o meu gozo foi intenso e mto real mas estando totalmente sóbrio, não faria.
    Pietro, não sei se o Cleiton bebe, se sim, talvez colocar álcool na equação possa dar novos ares e melhorar o resultado, comigo funcionou o suficiente p/ me soltar e topar fazer. 🙂

  4. Hahaha… Confesso que tenho curiosidade em praticar algo do tipo.. Me ofereço para lhe proporcionar esse prazer Pietro… A coisa mais estranha q fiz até hj foi tomar uns 3L de cerveja pra mijar num cara q tinha esse tipo de fetiche… Mijei em tudo que foi parte do corpo dele, então isso é moleza! É só falar! Kkkkk… 😉

  5. Mas você nunca mais tentou levar o rapaz para esse lado negro? Convenhamos que se ele é tão “tradicional” seria normal ele broxar ao encarar tudo ao mesmo tempo agora… De repente se você começasse aos poucos ele encararia esse seu outro lado e até curtiria….
    Afinal, se você gosta dele, as vezes uma segunda chance..

  6. Pietro você foi igual ao ICEBERG com o cara. Duro e sinistramente frio. Eu depois desse fora teu iria me valorizar e nunca mais queria saber de você. Ele foi besta de transar contigo depois…

  7. Perfeição não existe!Relacionamento é uma questão de ceder certas coisas pra ser feliz!Se vc não está afim de relevar algumas situações melhor desistir mesmo e viver na caça, pq combinação de tudo não existe,vc sabe disso né?!

  8. Seu texto me lembrou um relato que li faz algum tempo. Nele um rapaz pedia ajuda.
    Havia encontrado o homem dos seus sonhos: lindo, educado, bem encaminhado profissionalmente… (E com mais uma extensa lista de outras qualidades).
    Seu único defeito? Gostava de ser maltratado, humilhado, apanhar. Pedia que lhe fizesse atrocidades, em níveis cada vez mais incomuns, o que estava começando a dar ruim.
    – “Mas como posso fazer isso? Se eu quero apenas amá-lo?!” Perguntava o rapaz.
    – “Queria dar à ele apenas amor e carinho. É isso que ele merece. Me sinto tão mal ao machuca-lo”. Finalizava frustrado.

    Nunca esqueci esse relato. Penso que mesmo não tendo vivido esse tipo de experiência eu me identifico com a vontade que ele mantinha de apenas amar.
    No seu texto me identifico com Cleiton.

  9. Ah, que pena que não deu. Enfim, vida que segue. Só posso desejar que você encontre alguém que te satisfaça de verdade.

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