O CHEIRO DELE

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Tem um cara no meu trabalho que testa a minha sanidade mental todos os dias. Ele é aquele tipo de cara bom moço, trabalhador e aparentemente fiel; e infelizmente um dos poucos héteros de verdade que andam por aí. O que mais me atrai é a bunda lindamente empinada, grande e redonda que insiste em me provocar. O rabo é tão duro que praticamente não mexa com o caminhar dele. É algo fora do comum que, por pouco, não provocou a minha ruína um dia desses. Cogitei apalpar aquelas nádegas perfeitas em um momento de desespero. Por sorte meus dedos pararam a poucos centímetros dele e de uma demissão por justa causa. Juro, aquela bunda me possuiu. Até hoje não sei explicar.

 

Ontem, após um “acidente” deixar a minha camiseta inutilizada, pedi a ele, sem esperanças, alguma peça que me salvasse. Ele tinha. Foi aí que começou o meu tormento. A maciez do tecido e o cheiro cítrico do perfume fizeram com que eu assumisse os meus desejos pelo macho. A tal camiseta passou a ser tratada como um bebê, a ponto de eu dormir abraçado nela.

Sim, adormeci envolto no cheiro dele, pensando em alguma mandinga que me desse alguma ter uma chance. Será que existe?

Estou, neste momento, com ela sobre os meus ombros como se o próprio estivesse aqui.

Por mim.