NO FIM EU NEM VI QUEM ME FODEU

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×

 

 

“Meu corpo já estava cansado, exaurido pelo calor e pelas trepadas. Mas, ele tocou a minha bunda de uma forma especial. Encostei o traseiro e senti a fartura de pelos pubianos. Meu pau endureceu. Enquanto ele apertava meus mamilos, passei a mão pelos cabelos macios e pela barba intacta. A embalagem da camisinha; aquele barulhinho, foi a deixa para que eu me posicionasse de quatro e esperasse. Não senti nenhum incômodo porque três outros caras já tinham aberto o caminho. Porém, a grossura do cacete me fez urrar e poucas estocadas foram suficientes para um gozo incrível.

Dei dois tapinhas na barriga dele, como sempre faço, e saí. Não tinha forças nem para andar. No fim, nem vi quem me fodeu. O rosto dele será um mistério eterno.”

 

 

Eu estava há seis meses sem trepar. Exatos, contados nas folhinhas do calendário. Provei para quem interessava que eu era capaz de viver sem sexo por tempo indeterminado. E sem abstinências dolorosas. Mas, nesse dia eu me senti gostoso pra caralho e o meu cu, o meu pau, não mereciam mais tamanho castigo. Louco de tesão caí no clube de sexo. Precisava de quantidade, sem ter que dizer o meu nome.

 

Assim que respirei o cheiro fétido de dezenas de chucas mal feitas, me senti revigorado. Pertenço ao submundo do sexo e isso nunca vai mudar. Em poucos minutos no labirinto, mãos salientes já me apertavam com firmeza. Deixei um ou outro me chupar por trás, enquanto aguardava os putos que seriam oferecidos pela casa. Preciso admitir que o material melhorou. Nada de bibinha decrépita da Vieira de Carvalho. Ao menos nesse dia, os boys eram bem razoáveis.

 

Chupei alguns, mas trepei mesmo com o público pagante, que não precisa ser adulado. Porém, o voyeurismo mais uma vez me dominou. Parei de foder para observar um cara forte, estilo skatista, dar o cu para todos que quiseram. Mas, ele só aceitava os “desencapados” e implorava por muito leite no cu. Um senhor, de uns 60 anos, também implorava por leite, mas por via oral. Um alto, negro e parrudo, fodia qualquer um, mas exigia preservativo. 

Um magrelo, até bonito, quis lamber o suor do meu corpo. Deixei com uma condição: ele teria que apanhar. De mim e de quem eu mandasse estapeá-lo. Foi gostoso. Muito gostoso!

 

Tentei me recompor no canto escuro, o “canto da loucura” e encontrei um barbudo atrevido que foi o ponto alto da minha noite. Me fez gozar como eu merecia, um gozo anal, um orgasmo de verdade.

 

Cheguei em casa com um cheiro gostoso de pau babado.  Cheguei sujo – todas as sujeiras – como há muito tempo eu não ficava. 

 

Mas, tomei um banho quente e tudo ficou novo.

 

Pietro Damasceno

3 Comments

  1. Esse é o nosso Pietro ! Já estava sentindo falta destes relatos que fazem minha imaginação saltar em piruetas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *