“MALANDRO” GOSTA DE FODER À FORÇA (OU CADELÃO!!! – PARTE II)

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Por muito tempo, os meus desejos sexuais ultrapassaram a sanidade mental. É verdade, e hoje reconheço isso. Talvez, você que não conheça o meu estilo, estranhe e me abandone. Você, que já me conhece, talvez reveja as suas escolhas e me abandone também. Vou contar tudo porque percebo quão louco fui querendo realizar certas fantasias. Eu sentia muito prazer com o perigo e isso quase me levou à morte. Muitas vezes.

 

Fui estuprado e gostei. Simples como 2+ 2 são quatro. Um cara me comeu na marra e eu contribui para que isso acontecesse. Apesar de me sentir um lixo após o gozo, o prazer foi real durante aqueles minutos de calvário.

 

Dentre os vários michês que circulavam na sauna Alterosas, o “Malandro” era o único que não me excitava. Ele era castigado pela vida bandida, maconheiro, feio e encardido – sujo em todos os sentidos. Mas ele tinha um pau ótimo; uma espécie de compensação do Universo pelo traste que jogou na Terra. Na época, eu era a marmita de vários michês na sauna. Porém, com “Malandro”, era diferente. A minha repulsa por ele era nítida. Eu sentia um certo em rejeitá-lo, confesso. Dizia não para a pica dura que ele me oferecia e mamava a mais próxima só para provocá-lo. 

 

Em um dia fraco na sauna entrei apenas para relaxar,não queria sexo. “Malandro”, e outros fracassados, estavam por lá lutando pelos R$ 10,00 do pino de cocaína. Fiz questão de deixar claro que dele eu só queria distância. Entrei na sauna a vapor, deitei de barriga pra cima, empinei bem o rabo e “relaxei”. O lixo chegou de mansinho, acobertado pela névoa densa. Me alisou, meteu o dedo e deitou sobre mim como uma onça sobre a presa. Senti tesão com a covardia, confesso mais uma vez porém demostrei o meu descontentamento como deveria. No momento em que ele tentou me penetrar percebi as suas reais intenções. Ameacei denunciá-lo, mas isso aguçou  o desejo psicopata dele. Após a quarta tentativa o pau dele me penetrou. Na primeira e na segunda estocada ofereci resistência, na terceira fui tomado por um prazer intenso, visceral, quase demoníaco.

Esqueci de tudo para me preocupar depois.

 

Quando ficou satisfeito, o michê saltou com a mesma rapidez com que montou em mim. Bateu a rola no meu rosto e me chamou de putinha. Seu olhar insano foi o que me trouxe à realidade. Cansado pela foda, e pelo calor da sauna, só consegui verificar se havia porra dele em algum lugar do meu corpo. Não havia, mas a dúvida me custou dois meses de expectativa por um exame de HIV negativo. 

Até hoje penso o que eu faria caso ele me contaminasse.

 

Depois do fato passei a tratá-lo com mais rispidez. Ele sumiu e pouco tempo depois a sauna foi fechada. Chegou a ser preso por assalto, pelo que eu soube tempos depois.

 

Ainda hoje sinto tesão quando relembro desse dia. Sei que é doentio, mas eu sinto, é mais forte do que eu.

 

De verdade, quero que seja diferente, quero ter fantasias mais tradicionais e estou lutando internamente por isso. É tão difícil como se livrar de qualquer vício por qual droga.

 

Entretanto, tenho esperanças.

 

 

Cadelão – Parte I

 

Pietro Damasceno

One Comment

  1. nossa Pietro que causo pesado e doido foi esse mais foi importante pra ver e pensar sobre o tipo de desejos que a gente pensa
    mais Pietro eu num critico você, quem sou eu pra criticar alguém, ainda mais você que dá dicas e toques pra alertar a gente aqui que passa pelo seu blog
    bjs!!

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