CUECA MOLHADA E O CONSTRANGIMENTO ALHEIO.

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Devassos, eu sou um puto.

Puto do caralho, sujo, baixo, despudorado, mas até eu sinto um constrangimento alheio, e até certa pena, de atitudes que alguns seres humanos. E não sei se é só pelo dinheiro.

Ontem fui conhecer as “novas instalações” da Danger Dance Club. Mesmo na “Área Vip” me senti em um caixote gigante. Muito tenso! 

Acredito que a mudança de local é passageira, devido as novas regras de segurança pós Santa Maria, mas não vi ali saídas de emergência suficientes para viados desesperados, em caso de incêndio. A tragédia se repetiria?

Prefeitura, cadê a fiscalização?

O show prometido da noite era “Cuecas Molhadas”, apresentado pelo jurássico Paulinho 80. Cada gogo subia ao palco e uma bichinha afoita desperdiçava uma garrafinha de água mineral, tentando deixar a cueca do garoto transparente. Depois, o boy era obrigado a se despir e mostra o pau (quase) duro pra boate lotada.

Noooossa, tão erótico, né!?

Mas em meio a todo o tédio, eu observava alguns dos garotos e era nítido o desconforto de serem tratado como um pedaço de músculo para entretenimento da massa

O que leva uma pessoa a aceitar ser tratada como tal? 

Não acredito que é pelo dinheiro, por que R$ 50,00 não é uma quantia que justificaria. Então é vaidade? Inocência? Vitrine para outros “trabalhos”? Queria realmente saber.

Acho que cada um é dono da seu corpo, mas dividi-lo assim parece estranho e até deprimente. 

Sei que sou um consumidor do produto, porém sentiria a mesma pena quando usasse um casaco de pele, por exemplo.

Não concordo com o processo, mas não deixo de usar os estímulos visuais do rapazes.

E assim o mundo gira.