CASO UPGRADE CLUB: ENCERRADO.

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Infelizmente, proprietários e colaboradores de estabelecimentos direcionados ao homem gay, como saunas e sex clubs, acham que estão fazendo um favor quando abrem as suas portas. Devido a clandestinidade de muitos frequentadores, por inúmeras razões, essas casas fazem somente o básico, sem aceitar a mínima crítica.

E temos para quem reclamar? Pelo que eu saiba, ainda não existe um PROCON do sexo. Então, só nos basta o “boca a boca” como protesto. Quando as reclamações atingem o local citado, os responsáveis fazem questão de encontrar desculpas e/ou formular mentiras, tentando desmoralizar quem os criticou.

A nota de esclarecimento do Upgrade Club, mais suja que discurso de político corrupto, foi escrita por alguém que nem sequer leu a crítica desse humilde blog. Deturparam totalmente os fatos, pessoas e situações.

Eu nunca afirmei que o clube era culpado pelo ocorrido, muito menos que os membros do staff concordaram com a situação. Critiquei o michê pela arrogância, antipatia e discriminação. Fatos que ocorreram no clube que paga o cachê dele, ou seja, o garoto, querendo ou não trouxe má impressão ao local. E todos os frequentadores sabem que eles estão lá pra trepar sim!, não pra fazer “brincadeirinhas inocentes”. Se a polícia, por exemplo, resolvesse fazer uma varredura no lugar, algumas pessoas estariam bem encrencadas por exploração da prostituição. Mas é claro que não acontece porque estabelecimentos desse tipo têm acordos bem generosos com quem fiscaliza. Não é segredo pra ninguém.

Tudo o que escrevi foi presenciado por mim, sem alteração dos acontecimentos. Como frequentador do local tenho o direito contar aos leitores interessados. Não precisei “criar” uma história manipulada, com o único objetivo de limpar uma imagem borrada.

O preconceito racial foi tão genuíno que ao localizar o cliente discriminado me ofereci como testemunha, caso ele quisesse processar o clube.

Leiam abaixo uma breve declaração de C.M., o personagem principal dessa “tragédia grega”. 

Reprodução do e-mail na íntegra.
“Não forcei em nenhum momento contato com o cara. Apenas estranhei que todos em volta dele podiam tocá-lo e quando eu fazia o mesmo ele pedia “licença” pra mim. Depois da terceira tentativa de contato perguntei no ouvido dele se havia algum problema comigo, porque até então eu achava que ele interagisse com qualquer cliente da casa. Ele me disse rispidamente que não era obrigado. Não gostei do tom de voz dele, da grosseria, e disse que procuraria o gerente. Ele, mais grosseiro ainda, mandou que eu procurasse logo o dono, me desafiando sem o menor respeito. Decidi não fazer mais nada mas quando ia embora contei o que aconteceu a um funcionário, que prontamente me atendeu e teve a idéia de que eu falasse com o dono do Upgrade. 
Em nenhum momento acusei o local de racismo, mesmo achando estranho o comportamento do rapaz. Não houve da parte dele consideração por mim como cliente. Reclamei da forma que eu fui tratado, até como um alerta para outros casos futuros.Em nenhum momento afirmei que estava pagando e por isso o cara tinha que transar comigo a força. Fui educado a todo momento, assim como o proprietário foi comigo. Tanto que fiquei a noite toda e me diverti apesar de tudo.”

Na nota eles me acusam de usar o logo do clube sem autorização. Tudo bem, mas eles também usam fotos que não são autorizados. Por exemplo, na página de programação da semana. Então, acho que estamos quites. 

Falei que o michê era drogado porque vi várias pessoas, entre frequentadores e upgrade boys usando drogas dentro do “labirinto”. Não preciso inventar fatos, apenas comento.

Novamente, acho que todo mundo tem o direito de reclamar e transmitir ao maior número de pessoas quando não é bem atendido. Principalmente, porque nós já somos discriminados todos os dias pelo simples fato de sermos contrários à maioria. Justamente onde podemos ser acolhidos, sofreremos o mesmo que nas ruas?

Reflitam.

Quanto ao PROCON do sexo, estou 
realmente pensando em fazer 
um abaixo-assinado pra tornar isso possível.

Brincadeirinha!