BOCA MACIA

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Relendo o meu diário de 2005 – um ano inesquecível na minha vida sexual – recordei de uma fase extremamente boqueteira, que me rendeu até um apelido, dado por um michê de sauna. Chupei muita pica naquele ano. Às vezes cinco, seis por noite. Tanta prática me deu o direito de ser chamada de Boca Macia. Escrevi todas as técnicas que eu percebi que dava certo para cada tipo de boy. Os que tem o pau médio, por exemplo, sentem muito prazer quando você põe tudo pra dentro, deixando a cabecinha explorar ao máximo da garganta. Engasgar (ou fingir) também é bom; ele vai achar que o cacete dele é maior do que realmente é. 

Os que têm o pau grande sentem tesão quando você capricha e baba na cabeça…  da rola. Meter a língua no buraquinho também é mas pode resultar em uma gozada apressada. Se você quer mamar por bastante tempo deve saber dosar essa técnica.

 

O michê que me apelidou de Boca Macia ficava entre o médio e o grande. Ele curtia mordidas leves no corpo do pau e se tremia todo quando eu engasgava, enfiando o dedo no cuzinho rosado dele. Aos poucos fui explorando as suas preguinhas, alisando todo o períneo, tratando suas bolas com verdadeiros tesouros. Só não fodi o cu dele porque naquele tempo eu era uma passiva xiita. E burra. 

 

Ítalo era o nome dele. Lembro pouco do rosto, mas não esqueço do corpo. Era o mais gostoso da sauna, estilo gogo boy em construção. Foi um dos poucos caras que eu deixei gozar na minha boca. Em dias de grande movimento ele não dava a atenção que eu merecia, porém fazia questão de doar o leite que ele cobrava dos clientes. Eu, obediente, abaixava e abria a boca. Esperava com ansiedade mas com compostura. Às vezes eu engolia, às vezes deixava tudo escorrer; fazia o que ele mandava, era literalmente um depósito de porra. Até sabia o risco que eu corria mas estava meio apaixonadinho. Cheguei a fantasiar coisas que hoje me matariam de vergonha.

 

Fiquei muito triste quando ele virou teúdo e manteúdo de uma bicha abonada do ramo dos cosméticos. 

Cheguei a vê-lo uma vez na galeria do rock mas ele simplesmente não me reconheceu. Ou fingiu. 

Esqueci dele bem rápido porque a oferta era boa e meus hormônios não me faziam perder tempo. 

Mas confesso que até hoje eu lembro dele. Do corpo, do sêmen, até do gosto.

Como terei sido?

 

8 thoughts on “BOCA MACIA

  1. Em outras palavras, vc se APAIXONOU por ele hahahahaha esse tipo de coisa acontece, mesmo vc sendo devasso. É legal quando é recíproco, quando não é, é horrível. Leite na boca nem pensar. Acho que nem de namorado fixo eu beberia. Tem muito homem que tem aids e nem sabe, porque é desleixado, não usa camisinha, não faz exames, não pergunta nada para o parceiro…..um horror. Não confio 100%.

  2. Gostei bastante, Pietro.
    Esses textos, esses relatos são “a cereja do bolo” no adorável deleite que é apreciar o Volúpia.
    😀

  3. Amo seus relatos, vc expõe as coisas, que nós na maioria das vezes fazemos, mas que por medo de julgamentos não falamos.
    Nunca engoli leite, mas confesso que já deixei que gozassem na minha boca, mesmo sabendo de todos os riscos, mas a sensação dos jatos na boca é tão gostosa, claro que não faço isso com todos ou o tempo todo, mas tem caras que despertam algo em nós que dá até medo do que ele possa nos pedir, que é capaz de fazermos sem pestanejar!

  4. vo perguntar um coisa meio boba, mas como a gente percebe que o cara pode gozar, pq tem uns que gostam de gozar de surpresa.

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