CADELÃO!!!

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×

 

Em 1981, a atriz Lucélia Santos estrelou um dos filmes mais polêmicos do cinema brasileiro. Não vou escrever sobre o enredo e outras coisas, vou ser direto. Maria Cecília, personagem de Lucélia, é currada por cinco negros. Para lavar a sua honra o pai, milionário e devasso, arranja um casamento às pressas com um funcionário da sua empresa.

 

Ao longo do filme, três versões do estupro são encenadas, sendo a última a verdadeira. Maria Cecília forja o próprio estupro com a ajuda do cunhado e amante. A personagem no filme tem apenas 17 anos. Muito ao Pietro versão 17.

 

Meus desejos exóticos surgiram desde que me descobri gay. Sempre envolveram sexo à força, sempre envolveram vários e vários machos. Quando assisti Bonitinha mas Ordinária vi ali retratada a minha fantasia secreta – suja, baixa e pervertida. Servir como objeto sexual para um vários homens passou a ser um objetivo por alguns meses. Cheguei a ponto de me imaginar sendo preso – um presidiário com cara de anjo e intenções de demônio, devorado por quem quisesse comer. Pretos, brancos, gordos, magros, feios e bonitos, todos acabariam comigo. Sei que é estranho, talvez doentio, mas era puro desejo. Poucas vezes sabemos do mal que alguns desejos podem nos causar. Com 22 anos eu era o exemplo da imaturidade sexual. Eu tinha esperteza mas não tinha inteligência.

 

De vez em quando revejo a cena crucial do filme e vou à Lua. Lucélia, no auge da juventude, rasgada em todos os sentidos por homens selvagens e famintos. Se ela fosse americana teria sido indicada ao Oscar, tenho certeza. Na minha opinião é umas das cena mais eróticas da história do cinema mundial.

 

E confesso: ainda tenho esperanças em atuar no papel principal. Cansei do politicamente correto.