A PRIMEIRA VEZ QUE EU DEI O CU

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Foi uma bosta, como toda primeira vez deve ser.

O problema é que a gente se baseia em debutantes loiras de filmes americanos. Aí meu amor, a decepção é grande. Não é fácil encontrar um Zac Efron que saiba meter devagar e com carinho. Às vezes ele até existe mas não quer foder com você. Resta pegar o que aparecer.

Por muito tempo tentei esquecer do dia fatídico. Óbvio que, quanto mais a gente tenta, mais fresca e colorida a cena fica na nossa memória. Acredita que eu ainda posso sentir o bafo de cebola que ele exalava? Ainda sinto a textura dos pelos áspero e da mão calejada. Foi tudo tão uó que faço uma mistura louca entre a segunda e a terceira vez; finjo, toscamente, que essa foi a minha foda de estréia. Sinceramente, eu merecia mais. Tinha 19 anos, corpinho gostoso, bunda perfeita; se eu pudesse eu mesmo me comia. Deveria ter tentado.

 

Conheci o embuste numa sala de bate-papo por telefone. Nada de Orkut, Facebook ou WhatsApp; era tudo meio cru, tudo primitivo. Você geralmente conversava, falava as suas características, ouvia as dele e entrava em um túnel escuro a caminho da decepção.

 

Cheguei para o abate com 45 minutos de atraso porque nem a chuca eu sabia fazer. O lixo parecia me fuzilar com os olhos mas não desistiu porque não iria encontrar outra bundinha virgem e disponível.  Ele me levou ao pior pulgueiro que conseguiu pagar. Lembro da vergonha que passei quando chegamos à recepção. Três mulheres de aparência duvidosa e roupa cafona conversavam tranquilamente mas pararam para cumprimentar os novos clientes. Entramos no quarto e sem conversa ele tirou a roupa. A cueca branca encardida me brochou totalmente. Sentei na cama redonda, ele tirou a minha cueca, me virou e meteu. Tudo a seco. Lembro do incômodo, da vontade de mijar, de cagar, de chorar. Depois fui “sentado” em uma cadeira erótica. Meus pés se apoiaram nos ombros dele e a dor da penetração foi ainda pior. Meu conto de fadas tinha acabado mas pelo menos eu já estava iniciado. Dali em diante eu pegaria quantas rolas fossem possíveis. Foi o que eu fiz, e daí surgiu esse blog. Acho que a minha compulsão sexual começou naquele dia. Tentei recompensar a frustração, e apagar tudo, com o máximo de boas experiências possíveis. Não deu certo como você já sabe.

 

Quando ele gozou fiquei aliviado. Era a primeira vez que eu via um esperma que não fosse o meu. Senti muito nojo. Não me recordo se a porra foi derramada na minha barriga ou na minha perna. No entanto, lembro bem do contraste do gozo com a minha pele e o esforço que fiz pra limpar aquilo com o lençol mofado.

Mentimos que nos ligaríamos. Ele me jogou no primeiro ponto de ônibus que encontrou como se eu fosse a puta mais barata. A raiva invalidou o medo da madrugada. Nem se meteria comigo. Eu estava louco do ódio.

 

Não quero te assustar, virgem leitor. Este relato é só pra você não se sentir culpado caso as coisas não aconteçam como você esperava. Talvez, se eu tivesse lido algo parecido, teria esperado para ter boas recordações. Ou teria apertado o botão do foda-se e jogado o roteiro de princesa da Disney fora. 

Seria mais digno.

 

10 thoughts on “A PRIMEIRA VEZ QUE EU DEI O CU

  1. Jonas, tô impressionado com o seu relato, mas é fácil encontrão um homem roludo?

  2. Engraçado que a gente passa a vida toda procurando cara ativo e dotado. Pois eu encontrei, justamente de primeira, quando jamais poderia aguentar aquilo tudo!! E o cara era tão estúpido e idiota quanto o seu, me tratou como um lixo e só queria saber de meter aquela anaconda de qualquer jeito, nem lubrificante tinha. Mal gozou e já estava me mandando embora – e eu nem sequer tinha chegado a conseguir ficar de pau duro, muito menos gozar. Sai do apto. dele com o traseiro literalmente “em brasa” de tão ralado que estava, e tive sangramento por vários dias. Mas, no fundo no fundo, tinha também uma satisfação de que “pelo menos tinha cumprido meu dever”. Nunca cogitei parar de dar por causa desta primeira decepção. Pelo contrário, a dor e a vergonha da primeira vez foram só estímulo para procurar outro que soubesse me comer direito. E muitos outros vieram, e aos poucos fui me acostumando e aprendendo a sentir prazer. Houve uma época em que eu aperfeiçoei tanto a técnica que podia gozar enquanto era penetrado sem nem mesmo me tocar. Hoje já não consigo mais esta proeza – a libido já não é tanto assim. A única coisa que continua aumentando é a preferência por picas cada vez maiores. De uns anos para cá, nem as meramente grandes me satisfazem mais. Tem que ser gigantesca, meio anormal mesmo, pois caso contrário eu nem me interesso. Tenho medo de, deste jeito, um dia acabar tendo que apelar para o fisting, mas por enquanto ainda estou me satisfazendo com rolas GGG mesmo rs.

  3. Pietro, a minha primeira vez não foi ruim, acho que sou um sortudo, ele foi carinhoso, atencioso, fiz de tudo de uma vez só (beijos, comer, dar, chupar), nunca tinha feito nada com ninguém.
    Tbm tive vergonha ao entrar no motel, pq o vidro do carro era sem película.
    Se tiver que elencar algo, seria a língua dele bem áspera na cabeça do meu pau.

    Mas vc é um homem bem resolvido. Escolha a melhor transa e coloque ela como sendo sua primeira vez, a vida é sua, vc é o diretor desse filme, não se prenda a cronologia.

  4. Bem como eu tenho 61 anos sou da era pre historica nada de bate papo internet era caçando na rua mesmo tinha 13 anos e fui pro mato com negão que praticamente me arrombou foi horrivel sinistro fiquei com tanto medo que passei uns 2 anos sem fazer de novo ate que eles foram chegando metendo aqui e ali e despertei para esse maravilhoso mundo do sexo anal.

  5. A primeira vez que dei a bunda, foi mto legal. Eu tinha 19 anos também, conheci um cara de 33 anos na sala de bate papo, o ano era 2009, cara era malhado e eu nem sabia o que iria fazer. Eu tinha mtos bloqueios e minha intenção era só uma pegação, até pq era a primeira vez que saia com homem (inclusive foi meu primeiro beijo gay). O cara concordou, no entanto, ele chupou tão bem minha bunda, que quando vi, já estava me penetrando. Saímos por mtos anos seguidos, depois da primeira vez. Um certo dia, resolvi que gostaria de conhecer novas rolas… foi qnd conheci que a experiência de sexo ruim é mais comum do que experiência de sexo bom, está qse numa proporção de 9:1 ahah mas é a vida!

  6. Ai, não. Em sala de bate-papo ? Vc esperava o que ? Tô me sentindo mal por vc. Isso é furada. Vc não conhecia nenhum outro jovem gay, não tinha amigos gays ? O legal é fazer com quem a gente se sinta à vontade, que nos respeite e seja bacana na hora do sexo. Não vai ser perfeito, mas tem que chegar perto. Essa cara poderia ter feito coisa pior com vc.

  7. Me identifiquei com seu relato bem parecido com meu, no meu caso eu conheci o boy na sala de bate papo da UOL rsrsr….

  8. Pietro, que tragédia!

    Agora faz um post pra gente contanto a sua melhor “primeira” vez depois desta, queremos saber tudo!

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