APLICATIVOS GAYS: PROBLEMA OU SOLUÇÃO?

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Eu sou do “tempo dos olhares”, da paquera propriamente dita. Se hoje as monas se esbaldam nos Grinds e cia., eu penei, e muito, nos “bate-papo” por telefone. Caí em muita roubada, mas era muito mais divertido. A expectativa do erro ou o triunfo de um macho gostoso serviam de aprendizado.

 

Hoje, o sexo está tão fácil, que bastam dois ou três cliques e pronto, você penetra um cuzinho em qualquer motel barato da cidade. Sai de lá, entra na porra do app novamente e meia hora depois está em outro pulgueiro, com colchão duro e lençóis fedidos.

 

Eu, particularmente, não gosto e nem uso aplicativos gays. Ou melhor, uso de forma indireta. Ricky, meu melhor amigo, me oferece um cardápio de caras que ele não está afim. Vejo algo interessante, dependendo o tesão do dia, e arranjo algumas trepadas até satisfatórias. Mas, eu mesmo, não tenho paciência em ficar analisando fotos e nem tenho autoestima suficiente para ser analisado como um garoto de programa ou um produto de e-commerce, na tela do celular de um desconhecido.

 

É estranho que hoje, com toda essa liberação e maior aceitação, os gays tenham medo de “caçar” de cara limpa. Eu, já tomei muitos foras, mas não troco essas experiências ruins por uma busca em aplicativos. Prefiro me dar mal no mundo real.

 

Semanas atrás, um fato curioso ocorreu com o meu amigo Ricky. Em um posto de gasolina ele conversou com um frentista muito gostoso, prestativo e educado. Não tomou nenhuma atitude. Minutos depois, Ricky entrou em um aplicativo gay e encontrou o perfil do frentista que acabará de conhecer. Aí sim, tomou coragem e começou um papo virtual. Transaram duas vezes.

Do modo prático tudo bem, mas não é mais excitante a paquera? As indiretas? Guardar a “presa” para um outro dia?

 

Na minha opinião, os aplicativos gays afetam até a noite paulistana. Antigamente, metade dos gays iam para as baladas em busca de sexo. Principalmente os enrustidos. Com a facilidade dos aplicativos, esses mesmos gays nem saem do sofá para garantir a gozada de sábado. Resultado: boates, saunas e sex clubs estão cada vez mais vazios e sem graça. O prazer da caçada está acabando pra quem ainda curte o modo tradicional.

E, eu acho isso triste! Devagar, tudo está voltando aos segredos das quatro paredes. Não há algo errado?

 

Pode me chamar de ultrapassado, mas ainda prefiro os perigos do “não”.

8 thoughts on “APLICATIVOS GAYS: PROBLEMA OU SOLUÇÃO?

  1. A única coisa que incomoda nesses aplicativos são essas bichas que fazem a linha fina, mas na verdade adoram um banheirao. Ficam escolhendo como se a pessoa do outro lado fosse carne em exposição no açougue. Tb gostava da surpresa que os “bate-papos da UOL” ofereciam…..

  2. meu deus que coisa chata esses pop-unders que vc colocou no seu blog!!!! se continuar, nunca mais entro aqui, affffff

  3. Concordo com a analise do Guilherme..O que vemos nesses APPs atualmente é uma terrivel falta de criatividade..Muita gente chata sem atitude nenhuma..

  4. pietro, posta as fotos do novo ensaio q o marcelo cabral fez pro malicia hj.

  5. Eu tenho uma pessima critica sobre apps e isso reflete em muito o momento da nossa sociedade atual, onde todo mundo se satisfaz em somente “APARECER” e “SER VISTO” De primeiro impacto o app parece que te da muitas oportunidades e com isso limita muito pois sempre estamos em busca do “IDEAL” e além disso também nao te faz manter contatos, pois se vc tem uma oferta enorme pra que manter contato? mesmo com aquele cara “maravilhoso”!
    Enfim o que acontece? Ninguem sai com ninguem, a verdade é essa! Sexo hoje em dia não está tão facil como parece estar… As pessoas parecem que estão trepando horrores mas na verdade estão em constante busca pela foda ideal e pegando alguns no meio do caminho. Mas definitivamente não é como antes!
    Eu tenho 28 anos, quando tinha 21 era só dar uma volta pela cidade que em qualquer lugar se achava alguem interessante (SHOPPING LIGHT que o diga)… Hoje demora Zzzz

  6. Hoje em dia, eu considero esses apps como problema. Já estive na maioria, fui e voltei várias vezes e atualmente, até pra sexo casual a coisa tá foda. Muito “sou só ativo”, ou “sou só passivo”, muito “cuido do corpo e da mente”, muito “só curto macho”, ou “libera as fotos”. Virou uma mistura ruim de Facebook com Instagram, sem evolução alguma.

    Porém no meu caso, o olho no olho nunca funcionou. Não tenho “boa aparência”, não gosto de balada (música alta), e jogar xaveco num cara aleatório sem ter “gaydar” apurado, nem sempre retorna só “não”. Então, pra caras bobos como eu, só restam os apps.

    Hoje uso apenas o Tinder. Apesar dele ser bem coisa de gente superficial, não corro o risco de ficar no vácuo (“se não respondi, é pq não curti”) quando me interesso por alguém. Pois nem “não” o pessoal tem mais coragem de dizer…

  7. Concordo com você em muitos pontos. Era mais divertido a “caça”, não cheguei a frequentar muito balada GLS, porém me divertia com alguns olhares durante almoço na praça de alimentação do shopping e depois alguma diversao no carro ou motel – foram poucas aventuras dessas mas divertidas.
    Eu mesmo tenho preguiça dos aplicativos, confesso, uso! Kkkk meio addicted – Momento AmyWhinehouse kkkkkk – acho que vou pro Rehab, mas me irrito muito com esse povo pedindo 50mil fotos, é isso, é aquilo, afim de não sei o que, etc…
    Sem contar a pirralhada de 18-20anos que me dá nos nervos de lezados! Kkk ok já fomos adolescentes tambem.
    Já bloqueei todos os vizinhos também porque os conheço e depois não os quero pedindo leite na minha porta.
    Pra mim os aplicativos são práticos, viajo com certa frequência a trabalho e ajuda muito a degustar bundas diferentes em lugares e culturas diferentes. Cada um com suas paranóias é claro!

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