1 ANO E 1/2 – MINHA HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO

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Em Fevereiro de 2014 transei com o “meu” último garoto de programa. Até aquele dia, até deitar na cama e senti-lo sobre mim, eu não havia tomado essa decisão. Só quando me despedi dele, entrei no elevador e andei pelas ruas do centro, percebi que havia chegado a hora. A sensação de prazer que eu havia tido dez minutos atrás nunca mais se repetiria, porém era perfeita pra ser lembrada com tesão e saudade. Mas a minha decisão em “me aposentar” não tinha nada a ver com a trepada perfeita. Eu já não estava feliz e realizado sexualmente porque a fantasia havia virado um vício. E todo vício sempre termina mal. Não me sentia bem sendo “o cliente”. Sim, muitos deles fodiam pelo prazer, pela minha companhia, me elogiavam, esqueciam até os minutos do relógio. Mas no final, mesmo que simbólico, o cachê tinha que ser deixado na mesa.

Durante o meu processo de “reabilitação” sofri MUITO. Todos sabem que o universo da prostituição masculina sempre me fascinou. Tive crises, não conseguia trabalhar direito e não tinha com quem dividir o meu tormento. Afinal não é fácil confessar: olha, eu sou viciado em transar com garotos de programa e estou subindo pelas paredes. Nunca contei, nem para a minha terapeuta.

Sinceramente, eu me sentia como um viciado em drogas. Cheguei a me punir fisicamente tamanho era o meu descontrole. Tempos escuros de verdade.

Tive apenas uma recaída nesse período, que nem considero tão grave. Aconteceu na sauna. Foram só R$ 25,00. Ele chupou o meu cu, eu chupei o pau dele, gozamos e bye. Era um michê conhecido, um camarada. Fiz mais para ajudá-lo. Depois disso nunca mais trepei por troca monetária. Me senti livre. E é isso não tem preço!

Iziz: quase um futuro arrependimento

Ainda brinco com garotos de programa, mas somente quando o tesão é mútuo. E eu não digo: dessa água nunca mais beberei. Porém só vou beber quando chegar o dia. Quando? Sei lá, talvez daqui uns quinze ou vinte anos. Ou talvez quando a minha bunda cair ou murchar. Não sei, acho terei aquele “estalo” de um ano e meio atrás.

TODO DIA É UMA PROVAÇÃO!

Outro dia eu estava de bobeira na Internet e resolvi fazer uma busca nos sites de boys visando conteúdo para o blog.

Não sei como, mas senti a mesma loucura novamente. Cismei que queria esse Izis Gringo. Naquele dia, mal dormi. Acordei e liguei pra ele. Foi simpático, mas aquele tipo simpático profissional que dá o bote na bicha indecisa. Caí na armadilha. O valor do programa era R$ 250,00 no local dele, no flat dos michês na Rua Major Diogo. Nunca paguei isso pra nenhum puto, mas cogitei.
Eu estava fora de mim!

Pedi ajuda ao meu amigo Rick. Fomos shopping, ao cinema, mas o michê não saía da minha cabeça. Até que não resisti e liguei novamente. Ele quis saber quando eu chegaria porque já tinha o próximo cliente marcado para dali duas horas.

E foi aí, para minha sorte, que o “feitiço” se quebrou. Juro, foi como se algo que me possuía tivesse ido embora. Sim, gastei os R$ 250,00, mas gastei comigo, me presenteando, presenteando o meu amigo. A sensação não podia ter sido melhor. Voltei aos eixos.

Enfim, ninguém cura um vício do dia pra noite. Acho que nem existe cura e sim controle. E eu sei que existem muitos como eu, até em desespero maior.

Pra vocês eu digo: vale a pena tentar!

3 thoughts on “1 ANO E 1/2 – MINHA HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO

  1. pietro tudo bom adoro seu blog…estou nesse vicio gasto horrores com garotos de programa e depois me arrependo muito por ter gastado,,,,mas sempre nao vejo a hora de receber para contratar eles,,,eu axo eles meio robo tipo chega fica pelado .come e vai embora…o que eu faço me da uma dica por favor

  2. Oi Pietro… Vou dizer algo q vc já leu diversas vezes aqui. É mto bom ter vc de volta. Sempre que posso dou uma passada no blog. Se acompanhei seus relatos e juro… Sempre tive vontade de conhece-lo… Saber se vc existe mesmo! Kkkkkk, ou melhor, se já nos cruzamos por aí e nem sabemos né… Quem sabe um dia, quem sabe…
    Parabéns pelo blog… Assim como vários outros, vc tem mais um fã! Um grande abraço.
    Vitor.

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